Paysandu: O ataque não faz e a defesa leva



Se o ataque do Paysandu não está funcionando, o compartimento defensivo do time também não é lá muito diferente. A defesa bicolor é uma das mais vazadas entre os 20 clubes participantes da Série B do Brasileiro. O setor já sofreu um total de 42 gols em 32 partidas disputadas na competição, o que dá uma média de 1,31 gols por jogo. A marca é a mesma do Boa Esporte-MG, lanterna da competição, praticamente rebaixado à Série C de 2019, com 97,3% de chances. A cada nova partida, os bicolores levam ao menos um gol, como ocorreu na derrota do último jogo, por 1 a 0, diante do Fortaleza-CE, fora de Belém.

A última vez em que o Papão entrou e saiu de campo sem levar gol aconteceu há mais de dois meses, no empate, por 0 a 0, diante do Brasil-RS, em Pelotas, em partida válida pela 22ª rodada da Série B. Após a partida com o adversário gaúcho foram 10 partidas, sendo 5 derrotas, 4 empates e 1 vitória. Todos os gols foram sofridos pelo goleiro Renan Rocha, que se mantém como titular da posição na equipe desde que o Brasileiro foi iniciado.

Rocha já teve a sua titularidade questionada pelos torcedores, mas o técnico João Brigatti, após consultar o preparador de goleiros Edson Giradi, acabou mantendo o goleiro na equipe e deve ser assim na partida de amanhã, contra o Coritiba-PR, na Curuzu. O fato de ter sofrido tantos gols nem pode ser usado como justificativa para o fato de o Papão ocupar a 18ª posição na classificação, segundo colocado entre os 4 times da zona de rebaixamento.

O Goiás-GO, que é o terceiro colocado, portanto, no G4, com boas possibilidades de acesso à Série A de 2019, já sofreu a mesma quantidade de bolas na rede. Sem falar que o Atlético-GO, que é o 6º colocado, tem 45 gols sofridos, e o Figueirense-SC, 12º colocado, com 41 gols sofridos. O “x” da questão é que a grande quantidade de gols sofridos por Goiás, Atlético e Figueirense é compensada pela eficiência do ataque das três equipes, o que não se pode dizer do setor bicolor, que em 32 jogos fez 30 gols, 18 a menos que o do Goiás, por exemplo.

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