Paysandu goleia Remo e avança à semifinal do Parazão Feminino; jogo tem confronto entre torcidas



O Paysandu está classificado para as semifinais do Campeonato Paraense de Futebol Feminino. Depois de vencer o Remo no jogo de ida por 2 a 1, as bicolores golearam as rivais no clássico de volta, realizado na tarde desta terça-feira, na Curuzu. O placar terminou 4 a 1, em duelo que também ficou marcado por um confronto de torcedores do lado de fora do estádio.

Os gols da partida foram marcados por Bia, Débora, Cíntia e Perotes. Emily descontou para o Leão. Os duelos das semifinais da competição serão definidos em sorteio. Além do Papão, também passaram de fase Pinheirense, Bragantino e Madre Celeste.

Pancadaria
Apesar do jogo aberto em campo, a tarde contou com cenas lamentáveis do lado de fora da Curuzu. Antes da bola rolar houve briga entre torcedores e torcedoras rivais. A Polícia Militar suspeita que a confusão tenha sido marcada pela internet.

De acordo com a PM, cerca de 80 pessoas iniciaram um confronto próximo ao Estádio Evandro Almeida, o Baenão, que pertence ao Remo, inclusive com o arremesso de pedras. Policiais que faziam a segurança da partida na Curuzu – que fica a cerca de 300 metros de distância – deslocaram-se ao local e dispersaram a briga com disparos de bala de borracha.

Dentro da Curuzu também ocorreram agressões. A jogadora Roberta Carvalho, do Remo, e sua mãe acompanhavam à partida da arquibancada do estádio quando foram agredidas por membros da torcida rival. Ambas registraram o caso na Seccional Urbana de São Brás. O Clube do Remo afirmou que irá acompanhar o caso por meio de seu departamento jurídico.

Já o Paysandu se pronunciou por meio de nota. O clube bicolor afirmou que “lamenta e repudia todo e qualquer ato de violência”, e que “assim como no primeiro jogo, disputado no Baenão, a partida de volta também era de torcida única”. A mensagem encaminhada à reportagem pela assessoria do Papão também ressalta que “somente os bicolores poderiam ter acesso ao estádio”, porém “alguns torcedores do rival compareceram descaracterizados”.

Por fim, o documento afirma que “seguranças contratados pelo clube e a Polícia Militar controlaram o princípio de confusão”.

GE
28/11/2018

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